sábado, 12 de junho de 2010

"... a distribuição da autoridade do sacerdócio (...) passou à frente da distribuição do poder do sacerdócio. O sacerdócio não tem a força que deveria ter e não terá essa força até que o poder do sacerdócio esteja firmemente estabelecido nas FAMÍLIAS, como deveria." Boyd K. Packer - A Liahona - Maio de 2010 - pg. 08 - 12
http://www.lds.org/gospellibrary/pdfmagazine/0,7779,595-11-1-2010,00.html

domingo, 17 de janeiro de 2010

O Bode


Naquela manhã eu levantei com muito sono!! Foi uma noite muito difícil acordando de hora em hora. Desde que fui chamado pastor da igreja não tem parada meu telefone! Fora meu filho doente com apenas cinco meses chorando muito.
Nas poucas horas de sono que tive eu sonhei muitas coisas, entre elas muitos pesadelos. Como se eu estivesse em uma guerra invisível. Acordei exausto. Era domingo e estava super atrasado. A reunião começava as 9h00 e já eram 8h50. Abri os olhos e pulei da cama. Minha mulher jurou que tinha me chamado diversas vezes, mas que na última ficou com dó, pois eu mal respondia. Não lembro de nada!!
Como minha esposa é maravilhosa ela arrumou toda minha roupa de domingo na cadeira nos pés da cama. Me troquei, escovei os dentes, peguei as escrituras sagradas e corri escada abaixo. Que fome!!! Não dá tempo nem de roubar um pedacinho de pão da mesa. Meus filhos todos já tinha ido para a igreja e minha esposa saiu mais cedo para deixar o carro pra mim. Carro?? Do que estou falando?? A igreja fica na construção que fizemos na nossa fazenda do lado da casa. Essa é minha sorte. Os fiéis estavam preocupados com minha demora, e já foram começando com os anúncios do dia. Corri meio zonzo e entrei porta adentro como um louco. Não sei como não caí!
Então finalmente parecia que todos os meus esforços de pastor estavam dando lucros, pois eu ouvia o som de todos falando ao mesmo tempo, a capela estava cheia.
De repente eu o vi! Assustador. Minhas pernas amoleceram, comecei a suar frio, as sagradas escrituras caíram da minha mão de tanto que minhas mãos estavam molhadas e quase tinha mais coisa molhada em mim... Ajoelhei, não por vontade, mas por puro medo e por não ter condição de segurar minhas pernas mais nem um minuto... Ele estava lá me fitando, o próprio “coisa ruim”, com cara de bode e com aqueles chifres e barba feia, e parecia que me falava alguma coisa, mas eu não conseguia entender. Nem sabia se queria entender. Ele colocou um pé a frente da porta como se quisesse entrar, mas como se não conseguisse. Já de joelhos orei fervorosamente para que o “coisa ruim” fosse embora. Isso é que dá trabalhar tanto pelas coisas certas o “coisa ruim” não gosta não. Ali quase chorando de medo nem me dei conta que o barulho das vozes das pessoas se transformou em um lindo coro de anjos. Acho que o povo da capela viu o que eu estava passando e começou a cantar para me ajudar naquele momento tão difícil. No momento em que eu gritava na oração:
_ “Pai, me ajuda!”
Eu ouvi uma voz familiar me dizer:
“Sai daí, levanta!”
Eu estava ouvindo os céus. Ainda de joelhos ouvi a mesma voz dizendo:
“Pai o que você está fazendo?”
Então comecei a levantar a cabeça ainda com medo. A cabeça de bode ainda estava lá, me fitando por tempo demais, ainda tentando me dizer alguma coisa, pois sua boca não parava de se mexer. Será que ele está dizendo pra eu parar de trabalhar para o “outro reino”? Foi com muito esforço que olhei para trás e vi meu filho com o rosto mais assustador do que o meu. Eu suava por todos os meus poros e já estava totalmente molhado de suor e descabelado de tanto que eu coloquei as mãos na cabeça. Meu filho perguntou de novo:
_ “Pai o que você está fazendo?”
Eu quase sussurrando disse para ele:
_ “Sai correndo daqui, meu filho!”
E comecei a chorar de medo que algo acontecesse à ele. Assustado, ele se aproximou de mim como se, naquele momento, ele fosse meu pai, e tocando na minha cabeça tentando arrumar meu cabelo e me acariciando ao mesmo tempo perguntou mais uma vez:
_ “Pai o que você está fazendo aqui?”
E eu olhei para ele e perguntei:
_ “Você pode vê-lo”?
_ Ver quem meu pai?
_ O “coisa ruim” em forma de bode!
_ Do que você está falando meu pai?
_ Filho ele vai te pegar também! Corre meu filho!
_ Pai, você endoidou? Levanta do celeiro, para de olhar assim pro velho bode “masca grama” e vamos pra capela que o coral já começou a cantar o hino anterior do seu discurso.
Foi aí que me lembrei que a capela ficava ao lado do nosso celeiro e vi que meu bode velho estava mais assustado que eu com tudo aquilo, enquanto não parava de mascar grama...
“Baseado em fatos... reais??!??!??!??” :D

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Informação

E se toda informação do mundo ficasse presa em um único lugar, sem acesso de nenhum ser humano?

Começando por coisas simples, acredito que não saberíamos mais se vai chover ou não no dia que planejamos o nosso passeio com a família ou com os amigos. Mas nossos pais e avós também não sabiam!

Isso seria o menor de todos os nossos problemas, afinal de contas nossos antepassados não tinham tanta tecnologia a seu serviço antes de qualquer tipo de viagem!! Às vezes dava certo, às vezes não!! Mas sempre todos se divertiam...

Também não saberíamos os lugares que estavam engarrafados para procurarmos outro caminho para nosso destino. Isso seria muito importante no caso de uma emergência como levar alguém ao hospital. Mas também naquela época não tinha tantos carros na rua como hoje...

E por falar em hospital, como saberíamos que tipo de vírus ou bactéria está atacando as pessoas e como se defender delas? Antes muitos morriam numa velocidade espantosa pela simples falta de informação.

Como saberíamos onde investir nosso dinheiro? Só teríamos a famosa e popular poupança.

Como saberíamos onde estão as melhores oportunidades do mercado local, nacional ou mundial? Só saberíamos perguntando para os produtores e fabricantes.

Como saberíamos quais os avanços tecnológicos em todas ou em qualquer área? Ia demorar pra sabermos, entendermos e avaliarmos a necessidade disso nas nossas vidas.

Demoraria muito para ajudarmos as pessoas que passariam por terremotos, maremotos, furacões e muitos morreriam antes de chegar ajuda apropriada disponível no mundo, muitas vezes ao nosso alcance.

Não entenderíamos as negociações entre os políticos que decidem nosso futuro e o futuro de nossos filhos. Não teríamos como opinar nem escolher com mais segurança na hora de votar.

E a internet então?? Nossa, não me imagino mais sem ela! Saber as coisas do mundo todo no tempo de um piscar de olhos. Toda vez que tenho uma dúvida sobre uma palavra, acontecimento, um sintoma de uma doença, das propriedades de um alimento e muitas outras coisas é na internet que eu consigo.

Para alguém como eu que é membro da Igreja de Jesus Cristo, ficar sem obter os discursos, dicas de escrituras, e todas as facilidades que o site oferece me parece impossível.

No final das contas nos tornamos escravos da informação, seja ela no papel, na TV ou no PC.

Só tem um probleminha: Nesse ponto da nossa história precisamos escolher com muito cuidado a fonte em que buscamos a informação. Afinal de contas temos informação demais no mundo, mas muito sensacionalismo e balela em cima de um único acontecimento, onde o propósito não é informar, mas prender o telespectador na emissora para que eles ganhem muito dinheiro com isso, sem acrescentar nada de mais na vida de quem quer que seja.

A informação bem usada pode e nos dará poder de decisão em tudo em nossas vidas. A falta dela nos faz escravos de corruptos, de doenças, da pobreza e da ignorância.

Então por que ainda temos tanta doença na nossa sociedade? Por que temos tantos corruptos nos cargos de confiança nos roubando? Por que existe tanta pobreza entre nosso povo? Por que a ignorância (que para compreender melhor essa palavra leia-se falta de conhecimento), que atinge mais da metade do nosso povo, se mostra tão presente no nosso dia-a-dia?

Infelizmente a resposta está no total desinteresse. As pessoas não se interessam em obter conhecimento por não saber o que fazer com ele ou por pensarem que em nada lhes acrescentará na vida. Preferem os programas que fazem da notícia um show de horrores e exageros, fechando os olhos da maioria para o que realmente é importante. O velho e mais eficaz truque de “pão e circo” continua dando certo!

Com tudo isso, nos perguntamos por que não conseguimos o melhor emprego, o que paga mais, por que continuamos sofrendo com tantas doenças, por que tantos de nossos jovens e crianças estão “infurnados” nas drogas sem esperança de um futuro, sem visão de que é possível ter uma vida melhor a qualquer momento.

Nos tornamos uma sociedade imediatista, queremos tudo para ontem, mas não nos damos o trabalho de procurarmos a melhor informação, não buscamos o melhor conhecimento por que isso dá muito trabalho e demora demais. Preferimos jogos de todos os tipos, programas de distração, internet da desinformação. No final das contas, se temos o “pão e o circo” estamos felizes.

Então no final de tudo, se pararmos para pensar, é o mesmo que termos milhares de excelentes informações fora do alcance de nossas mãos. É como se tudo isso estivesse trancado em uma grande sala de vidro inquebrável e sem porta.

O duro é saber que nós mesmos construímos essa sala para vivermos uma vida miserável e padecermos de todo tipo de dificuldade.

Hora de mudar!